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Entrevistas

Entrevista: Ed Canedo sobre a novela “Gênesis” e outros projetos

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Ed Canedo (Foto: Reprodução)

Com 19 anos de carreira, o ator Ed Canedo integra agora o elenco da novela ‘Gênesis’, da RecordTV. Ele, que antes já havia participado de ‘Carinha de Anjo’, no SBT, e de ‘Jesus’, também na RecordTV, fala como aconteceu o convite para a nova trama do canal, que estreia em 2021.

– A Gabriela Rosales, produtora de elenco, viu meu trabalho e me convidou para participar de alguns capítulos da novela Jesus. Depois dessa participação, aconteceu um novo convite para fazer parte do elenco da “Gênesis”. Estou muito feliz – diz.

Canedo viverá o personagem Sidom na trama que conta a idealização e a construção da Torre de Babel. “Sidom é artesão, caçador, pintor, arquiteto, médico e primo de Ninrode (Pablo Morais). Ele o ajuda, bem como ao grande amigo Társis (Saulo Rodrigues), a idealizar e construir a Torre de Babel. Costumo brincar que, dominando tantas áreas e fazendo tantas coisas ao mesmo tempo, ele é quase um Leonardo Da Vinci da época (rs)”, diverte-se Ed.

O intérprete de Sidom fala sobre a harmonia no núcleo e em como é contracenar com os seus colegas de cena.

– Nosso núcleo é incrível e tenho muito orgulho de fazer parte dele! Além do Pablo (Morais) e do Saulo (Rodrigues), tem vários atores que admiro tanto como Francisca Queiroz, Giuseppe Oristanio, Daniel Dalcin, Caio Menck e Hugo Carvalho. Enfim, são tantos nomes que não dá para colocar todos, mas são pessoas que admiro demais. São atores e atrizes vindos de diversos lugares do Brasil, com carreiras diversas e que se encontraram nesse trabalho. A química foi incrível! Desde o início, a gente se uniu muito. Antes da pandemia, saíamos juntos, íamos fazer trilhas, tomar banho de cachoeira… Posso dizer que formamos na vida uma grande família, assim como na ficção. E isso está impresso na tela – completa o ator.

Ed, que hoje tem 39 anos, é nascido em Ribeirão do Pinhal, Paraná, mas mudou para Curitiba com poucos dias de vida.

– Sou curitibano de criação. Desde criança, sou apaixonado pela leitura e pelo cinema. Quando pequeno, meus pais me levavam a todas as estreias dos filmes de “Os Trapalhões”. Em casa, víamos muitos filmes na TV e no videocassete. Foram experiências que guardo com muito carinho na memória. Ficava imaginando como era “estar dentro da tela” (rs). Fiz o segundo grau técnico e Administração no Colégio Estadual do Paraná. Foi nessa época que tive minha primeira experiência com o teatro. A partir daí, larguei tudo pra me dedicar à profissão de ator. Comecei a participar de diversos cursos livres e a me dedicar ao estudo diário, rotina que mantenho até hoje. Meu aprendizado foi na prática e me analisando para ver o que tinha de melhorar. Cometi erros até chegar num resultado que me agradasse. Claro que, no caminho, encontrei alguns mestres que me ajudaram: Marcelo Munhoz, no cinema e vídeo, e Mauro Zanatta, no teatro – ressalta.

Atualmente, o ator mora em Curitiba e vem para o Rio de Janeiro quando tem que gravar a novela. Ele tem uma longa carreira no teatro. “Atuei nos espetáculos “Sonho de Uma Noite de Verão”, de Maurício Vogue, em 2003, “Improvisadores”, de Mauro Zanatta (um dos primeiros grupos de Improviso de Curitiba) e “A Macabra biblioteca do Dr Lucchetti”, produção da Vigor Mortis, em 2018, onde vivi o detetive particular John Clayton. Ainda no teatro, atuei ativamente do projeto Cena HQ, onde participei de diversas leituras de Graphic Novels nacionais e estrangeiras, com destaque para “Cosmonauta, Cosmos” e “Valley of Shadows”, do quadrinista britânico David Lloyd (criador, com Alan Moore, da cultuada “V de Vingança”), que esteve presente no evento”.

Já no cinema, Ed também fez diversos trabalhos e destaca alguns. “Participei dos longas “O Coro”, de Werner Schumann, “Estômago”, de Marcos Jorge, “400 Contra 1, Uma História do Crime Organizado”, com direção de Caco Sousa, onde atuei ao lado dos internos da Casa de Detenção de Piraquara, e “O Prisioneiro”, com direção de José Fernando Costa, em que vivi o meu primeiro protagonista. Além de diversos curtas-metragens, com destaque para “As Noites Diabólicas de Paula Clossidy”, “Até Que a Morte nos Separe”, de Paulo Biscaia Filho, falado em português e inglês, e “Negociando Com a Felicidade”, de Luigi Franceschinni, falado em português e italiano”, completa.

Além dos trabalhos de TV no SBT e na Record, ele participou ativamente dos episódios do ‘Casos e Causos’, do programa Revista RPC, da RPCTV, e foi indicado como Melhor Ator no Prêmio “Melhores Em Cena da RPC 2011”. Na TV Cultura, fez a série infanto-juvenil “O Colorido Mundo de Dalton”.

Durante a pandemia, Ed aproveitou o tempo para ler, fazer exercícios em casa e maratonar algumas séries.

– Tivemos que parar as gravações da novela por conta da pandemia e só retomamos há poucas semanas. Além disso, tive que cancelar uma viagem que estava planejando há bastante tempo com a minha namorada. Aproveitei esse tempo também para fazer aulas de canto online (experiência bem interessante) e fono – diz.

O ator ainda se revela um gamer. ”Além de adorar ler, ver filmes e séries, sou um grande amante de videogame (paixão que divido com a minha namorada Keila Aquino, que também é atriz). Se quiser, posso passar uma lista de jogos incríveis (rs)”, brinca.

Para 2021, Ed ainda vai participar de um novo espetáculo teatral e uma websérie da produtora Vigor Mortis, porém os dois ainda sem data de estreia.

– Irei participar da websérie “A Macabra Biblioteca do Dr. Luchetti” inspirada no universo do pai do pulp brasileiro Rubens Francisco Lucchetti e do espetáculo “O Circo de Curiosidades do Dr. Lao”, ambos projetos com a Vigor Mortis de autoria de Paulo Biscaia Filho. Estou bem animado com ambos os trabalhos – finaliza.