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Teatro

Vilã de “Deus Salve O Rei”, Carolina Ferman estrela a peça “Ielda – Comédia Trágica”

Matéria publicada em

Carolina Ferman (Foto: Sabrina Paz)

O ano de 2020 se inicia com a estreia de Ielda – Comédia Trágica, no dia 06 de janeiro, 2ª feira, no Teatro Firjan Sesi Centro. A nova comédia, que  fica em cartaz às segundas e terças, em curta temporada até 11 de fevereiro, tem texto e direção assinados pelo premiado diretor e dramaturgo Renato Carrera – diretor de recentes sucessos como Malala, a menina que queria ir para a escola, o monólogo Gisberta(Luis Lobianco) e Abajur Lilás,que rendeu indicação ao Prêmio Shell de Melhor Direção.

A trama da nova peça se passa em 1989 e tem como pano de fundo os acontecimentos daquele ano. O humor irreverente, a falência da classe média carioca e a tentativa de recuperação da fé no futuro são retratadas de forma crítica e divertida em tom farsesco de tragicomédia.

O elenco conta com oito grandes atores se revezando em 19 personagens: Ângela Câmara, Carolina Ferman, Fernanda Sal, Marcel Giubilei, Ricardo Lopes, José Karini,Renato Carrera e Jean Marcel Gatti.

A peça narra a trajetória da personagem Ieldae as consequências de sua suspeita de assassinato. De origem humilde, ela é a empregada na casa de férias de Mário, na região serrana do Rio, onde um grupo de amigos de longa data se reúne para assistir ao último capítulo da novela Vale Tudo. Um crime acontece e o clima de desconfiança generalizada se volta para ela. A partir daí, acompanhamos as reviravoltas no cotidiano de Ieldae na vida do beco onde ela mora, atrás da Praça da Apoteose, durante todo o ano de 1989.

A cenas se desenvolvem durante as típicas festas da cidade: Carnaval, Semana Santa, Sete de Setembro, Natal e Reveillón. Sambas-enredocomo Liberdade Liberdade,Ratos e Urubus Rasguem minha Fantasiae Festa Profanapermeiam a trama além das músicas, cantadas ao vivo pelos atores, que são baseadas em hits da época como o Samba, Pagode, Funk e Pop.

Tudo acontece em cinco ambientes: o quintal de um barraco, uma pequena igreja construída na própria sala da casa de Ielda, um salão de beleza na beirada da linha do trem, a casa de férias na Região Serrana, onde ocorreu o assassinato e a cozinha da casa da mãe de Mário, na Zona Sul da cidade.

O texto foi criado com base nas vivências do diretor e autor na sua época de infância e adolescência como morador do bairro Catumbi e estudante do Ciep, no Sambódromo. Na construção da linguagem cênica, uma de suas principais influências é a obra do dramaturgo e diretor alemão Bertolt Brecht.

A partir do retrato do Brasil de 30 anos atrás, Renato Carrerabusca uma reflexão sobre o povo brasileiro: “A queda do muro de Berlim, a eleição de Collor e de Bush nos E.U.A, a ascensão do ‘Solidariedad’ na Polônia entre outros fatos e tragédias como o naufrágio do Bateau Mouche, nos servem de pano de fundo para falarmos de sobrevivência e da nossa necessidade de fé. São situações vivenciadas pela maioria do povo, como a falência da classe média, que tenta se manter viva e fixada numa ilusória situação financeira, a pobreza do cidadão que precisa se virar de qualquer maneira para garantir a renda no final do mês, além das relações truncadas e embaralhadas de toda e qualquer família brasileira. De 1989 até os dias de hoje, teríamos evoluído ou caminhado para trás? O espetáculo faz uma comparação com os dias de hoje e qualquer semelhança com nossa realidade atual, não será mera coincidência.”

A equipe também inclui nomes premiados como o figurinista Tiago Ribeiro(Indicado ao Prêmio Shell), o iluminador Renato Machado (Prêmios Shell/APTR/Cesgranrio e outros),  o cenógrafo Daniel de Jesus(Indicado aos prêmio CBTIJ e Cenym) e com trilha sonora original executada ao vivo e assinada por Adriano Sampaio e Pedro Costa.

Sinopse:

Um grupo de amigos, que não se via há bastante tempo, resolve se encontrar para assistir ao último capítulo da novela “Vale Tudo” e assim, matar as saudades. Um deles é assassinado. Ielda, a empregada, é considerada a principal suspeita. Ielda mora com seu marido Marco Antonio e seu filho Cleyton num beco ao lado da Praça da Apoteose, no Sambódromo. Acompanhamos então o cotidiano de Ielda nestes dois universos distintos durante todo o ano. Seja enquanto trabalha na cozinha do grupo de amigos preparando a ceia de natal ou em sua casa durante o desfile das escolas de samba. O dia a dia da família de Ielda também está abalado pelas dificuldades enfrentadas com a falta de dinheiro, os conflitos com o filho adolescente e com o tráfico local. Com bom humor e alegria, apesar do sofrimento, as duas classes sociais levam a vida entre desconfianças, suspeitas, fofocas, histórias pessoais e comentários ácidos. Comédia e tragédia se misturam tendo como pano de fundo os acontecimentos que transformaram o país e o mundo durante o fatídico ano de 1989.

Ficha Técnica:

Texto e direção: Renato Carrera

Elenco: Ângela Câmara, Carolina Ferman, Fernanda Sal, Marcel Giubilei, Ricardo Lopes, José Karini, Renato Carrera e Jean Marcel Gatti

Cenário e Programação Visual: Daniel de Jesus

Figurino: Tiago Ribeiro

Assistência de Direção: Camila Rosa Lins

Iluminação: Renato Machado

Trilha Sonora Original: Adriano Sampaio e Pedro Costa

Canções: Jean Marcel Gatti, Renato Carrera, Adriano Sampaio, Pedro Costa

Caracterização: Mona Magalhães

Direção de Movimento: Luciana Carnout

Preparação Vocal: Daniely de Souza

Produção: Gabriel Garcia e Marcel Giubilei

Assessoria de Imprensa: Cristiana Lobo

Fotos: Sabrina Paz, Nando Machado, Tiago Scorza (TEMPO FESTIVAL)

Midías Sociais: Lucas Gouvea

Teatro Firjan Sesi Centro

Endereço: Av. Graça Aranha, 1, Centro (RJ)

Temporada: de 06 de janeiro a 11 de fevereiro

Dias: 2ª e 3ª feiras

Horário: 19h

Ingressos: R$ 20,00

Telefone: (21) 2563-4163

Lotação: 388 lugares

Duração: 1h40

Classificação: 16 anos