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Entrevistas

UM LUGAR AO SOL – Juan Paiva fala sobre Ravi, o melhor amigo de Christian

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Juan Paiva (Foto: Reprodução)

Assim como Christian (Cauã Reymond), Ravi (Juan Paiva) cresceu em um orfanato, em Goiânia, numa realidade em que as oportunidades são escassas. Dez anos mais novo, ele sempre viu Christian como um irmão mais velho, sua figura de proteção e confiança. O laço entre eles é tão forte que, mesmo durante os 10 anos em que ficam distantes fisicamente – Christian deixa o orfanato aos 18 anos, quando Ravi ainda tem oito – os dois continuam se correspondendo e acompanhando a vida um do outro.

Quando Ravi completa 18 anos, passa a morar no Rio de Janeiro com o amigo. Christian promete ajudá-lo e consegue um emprego para o jovem como faxineiro de um restaurante. É aí que Lara (Andréia Horta) entra na vida deles. Ela, que cursou Gastronomia, trabalha no mesmo restaurante. Ravi fica fascinado por aquela mulher. Tanto que convence Christian a ir com ele ao aniversário de Lara. Só que quando ela e Christian se conhecem, não tem jeito, o espaço no coração de Lara é logo preenchido. Ravi, à princípio, fica magoado com o amigo, mas diz para si mesmo que dificilmente teria alguma chances com uma mulher tão instruída e passa a apoiar que Christian fique com ela.

Após algum tempo, Ravi conhece Joy (Lara Tremouroux). Ele não tem por ela o mesmo sentimento que nutria por Lara, mas quando Joy engravida, o rapaz fica esperançoso com a possibilidade de finalmente ter uma família de verdade, algo que sempre lhe foi negado. Íntegro e leal, ele estará ao lado de Christian em todos os momentos, inclusive depois que o amigo resolve assumir a identidade do irmão gêmeo, Renato.

‘Um Lugar ao Sol’ é uma novela criada e escrita por Lícia Manzo, com direção artística de Maurício Farias e com direção geral de André Câmara e Maurício Farias.

Entrevista com Juan Paiva

Como você descreveria o Ravi?
O Ravi é órfão, foi criado em um abrigo. Ele é um cara muito sensível, emotivo, acredita de verdade nas pessoas e na vida. Ele entende que a vida é a vida. Quanto mais ele puder ser humano, afetivo, melhor. Ele é carente de carinho. Um cara que gosta dos insetos e que tem essa ligação com a natureza. E quando chega ao Rio é outra pegada; são os prédios, concreto. Ele vai morar com o Christian numa comunidade bem diferente do abrigo que morou a vida toda. Então tudo é muito novo para ele.

Como é a relação do Ravi com Christian?
O Christian é como se fosse um irmão mais velho para o Ravi. Um pai, um melhor amigo. Ele tem respeito e grande admiração pelo Christian ter cuidado dele. Ter dado amor e carinho e ensinado ele a ler e a escrever. O Ravi foi adotado por uma família e depois foi devolvido porque ele tinha um déficit de atenção. Ele não sabia lidar com os problemas e ficava muito nervoso. As famílias que o adotavam não tinham muita paciência para a energia do garoto. Ele sempre teve um vazio no peito por essa ausência dos pais. Então, para o Ravi, o Chris é tudo.

O Ravi e o Christian são muito amigos, mas têm personalidades muito diferentes, certo?
O Christian na verdade muda a personalidade quando assume o lugar do Renato, e isso é um baque para o Ravi porque ele começa a perceber a ambição do amigo. O Ravi não é a favor da forma de viver que o Christian acaba adotando. Se for para ele ter conquistas materiais, que seja pelo mérito dele, através do esforço. O Ravi acredita muito no estilo de vida desta forma. De correr atrás, de acreditar. E ele está o tempo todo tentando trazer o amigo para a essência, para terra, pôr os pés no chão.

Qual o impacto da Lara sobre o Ravi?
No Rio, o Ravi conhece a Lara através de um emprego e se apaixona imediatamente. Ele tem uma grande admiração por aquela mulher. Depois ele até renuncia a ela pelo amigo. Para ele, o importante é os três se unirem para tentar viver a vida de outra forma. Só que não acontece da forma como ele imaginava, já que Christian resolve assumir o lugar do Renato.

Como foi gravar a novela durante a pandemia?
Foi uma novidade, uma adaptação. Tivemos que gravar com acrílico, máscara, manter o distanciamento. Tivemos algumas pausas nas gravações e no retorno foi aquele processo de readaptação. Não enferruja, mas foi uma dinâmica para entrar no personagem novamente principalmente em relação ao sotaque já que ele é goiano e eu sou carioca.

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