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Entrevistas

Mocinhas de “Malhação – Viva a Diferença” fazem balanço da reprise da temporada

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Manoela Aliperti (Foto: Reprodução)

Três anos após o início de sua exibição original, ‘Malhação: Viva a Diferença’ empolgou novamente o público com a história da amizade improvável entre cinco meninas muito diferentes. A vencedora do Emmy Kids Internacional 2018 ainda gerou mais expectativa para a série original Globoplay ‘As Five’, também escrita por Cao Hamburger, que mostra as descobertas e os dilemas das amigas no começo da vida adulta.

Em entrevista, Gabriela Medvedovski, Ana Hikari, Heslaine Veira, Manoela Aliperti e Daphne Bozaski contam sobre a experiência de rever a trama, acompanhar a repercussão do público, e como voltaram a enxergar as personagens e o trabalho desde que a temporada começou a ser reexibida.

A partir do dia 25, ‘Malhação Sonhos’, outro grande sucesso da franquia, passa a ser exibida no horário. Sob a direção de núcleo de José Alvarenga Jr., direção geral de Luiz Henrique Rios e autoria de Rosane Svartman e Paulo Halm, com supervisão de Glória Barreto, a nova reprise aborda o amadurecimento dos jovens ao longo da busca pelos seus sonhos.

‘Malhação: Viva a Diferença’ tem autoria de Cao Hamburger e direção artística de Paulo Silvestrini e vai ao ar logo após o ‘Vale a Pena Ver de Novo’.

ENTREVISTA COM AS ATRIZES GABRIELA MEDVEDOVSKI, ANA HIKARI, HESLAINE VIEIRA, MANOELA ALIPERTI E DAPHNE BOZASKI

Como foi a experiência de acompanhar a trama e a repercussão da reprise de Malhação: Viva a Diferença?

Gabriela – Completamente diferente da época em que gravamos. Desta vez, há um distanciamento. Quando estamos gravando e assistindo ao mesmo tempo ficamos muito envolvidos na trama. Fora que assistir as cenas acaba virando uma maneira de fazer um feedback pessoal para que no dia seguinte possamos corrigir o que achamos que não ficou tão bacana e melhorar. Agora não existiu esse compromisso, foi uma experiência de espectadora mesmo, inclusive, em alguns momentos, fui surpreendida por algumas tramas que eu já havia esquecido como eram exatamente.

Ana – É muito legal ver como evoluímos ao longo da trama e como foi linda a minha estreia na televisão. Fico muito orgulhosa e feliz ao rever todo o trabalho. É muito bom saber que o público assistiu com tanto carinho quanto da primeira vez.

Heslaine – Está sendo um alegria imensa. Estou conseguindo ver ao mesmo tempo a Ellen adolescente e a Ellen adulta. Não consigo descrever a sensação! É muito bom poder acompanhar novamente, ver o quanto evoluí enquanto atriz e o quanto ainda estou no começo de uma jornada de estudos e dedicação à carreira. Assistir junto com os fãs me fez entender ainda mais a potência e relevância dessa história.

Manoela – É muito gostoso rever os capítulos para revisitar essa história tão querida e potente que contamos em 2017.

Daphne – Acho muito interessante acompanhar a repercussão pela segunda vez de um mesmo trabalho. Percebi que o texto e os temas que foram escritos em 2017 ainda cabem muito hoje em dia. O alcance de tantas outras pessoas que na época não conseguiram assistir me deixou impressionada e muito feliz, pois é um trabalho que acho de extrema importância ser visto pela diversidade de temas que são abordados e pela maneira como o Cao Hamburger desenvolveu cada uma das personagens.

Vocês passaram a enxergar suas personagens e o trabalho de outra maneira?

Gabriela – A Keyla segue sendo a mesma para mim. Mas, como um exercício para seguir trabalhando com ela alguns anos mais velha na série, foi muito válido, pois me lembrou algumas características da personalidade dela que são importantes na essência. Quanto ao trabalho, é um pouco difícil assistir novamente pois ficam as críticas de como eu faria agora, mas é importante entender que foi outro momento, e foi legal ver a minha evolução e do elenco durante toda a temporada.

Ana – É ótimo poder rever esse trabalho porque me traz uma perspectiva sobre o todo, sobre o processo e sobre a evolução da atuação do início para o final da trama. Foi incrível perceber o quanto sei que posso evoluir como atriz no meu trabalho. Foi legal também assistir ‘As Five’ em paralelo com ‘Malhação: Viva a Diferença’, porque ficou muito evidente o quanto a Tina cresceu, amadureceu e também mudou de opiniões. Recebi muitas mensagens do público que é fã de Tinderson contando estarem apaixonados pelo casal à tarde e sofrendo com eles na série à noite. Chegou a ser engraçado.

Heslaine – Percebi a Ellen cada vez mais forte e mais necessária, sobretudo nesse momento em que estamos vivendo. Enquanto gravo, mergulho de cabeça nos personagens e não consigo ter uma perspectiva imparcial sobre eles. Hoje, podendo rever toda sua história como telespectadora, consigo entender, sentir de uma forma diferente.
Manoela – Sinto que o tempo que passou entre a novela e a série trouxe uma maturidade no trabalho, percebo o quanto as novas experiências que tive me proporcionaram novas ferramentas para a composição da Lica na série.

Daphne – Acredito que dessa vez eu consegui assistir com mais distanciamento do que na época que estávamos mais envolvidos, gravando todos os dias. Isso me faz ver o trabalho de outra maneira, mais leve, sem tanto olhar clínico sobre o que estava fazendo na época.

Acreditam que a reprise ter acontecido no mesmo período do lançamento da série deu mais força para o projeto e também para ‘as Five’? Existe agora uma expectativa ainda maior para que as personagens tenham vida longa?

Gabriela – Acredito que possa ter estimulado o público a conhecer mais a história dessas meninas, e acho interessante ver a diferenças de discursos e realidades que se apresentam nas duas tramas. Se colocássemos algumas cenas de ‘Malhação: Viva a Diferença’ ao lado da série, muita gente diria que as meninas são incoerentes, mas é isso mesmo, né? As pessoas mudam, crescem, fazem coisas que disseram que nunca fariam, e acho que isso é o bacana.

Ana – Foi um privilégio poder ter essa reprise durante esse período, porque a novela acabou alcançando mais público além daquele que já tinha acompanhado a trama pela primeira vez e foi um impulso para a divulgação dessa continuidade. Essas cinco mulheres são extremamente complexas e interessantes, com histórias incríveis pra serem contadas. Com certeza, se depender da nossa paixão pelo projeto, da criatividade do Cao e do amor do público pelas Five, o projeto pode ter vida longa.

Heslaine – Eu, como telespectadora, me sinto entusiasmada em ligar a TV à tarde e à noite poder ir ao Globoplay acompanhar a continuação da história daquelas personagens. É como se elas já fizessem parte da minha vida, eu imagino que o público possa ter uma sensação próxima. De vê-las crescendo e de poder acompanhar como a vida delas está fluindo. Acredito que as Five terão vida longa! Elas ainda têm muito para dizer e para nos fazer questionar.

O público tem sido como sempre muito carinhoso, presente, e tem se sentido muito representado. Eu recebo inúmeras mensagens que me fazem arrepiar.

Manoela – Acho que a reprise ter acontecido junto com a série foi ótimo! Fico na torcida para que as histórias das cinco continuem dando muitos frutos, tanto para nós que fazemos quanto para quem acompanha a história.

Daphne – Com certeza foi um ótimo gancho para mais pessoas conhecerem as nossas personagens e entenderem por que estamos fazendo uma série sobre elas. Acho que ainda tem muitos temas a serem explorados com essas personagens, espero que elas tenham vida longa e que venham mais temporadas!