Entrevista: Rafael Primot fala sobre papel de Manoel Carlos na série “Hebe Camargo”

Rafael Primot (Foto: Reprodução)

2019 está cheio de novidades para o ator Rafael Primot. O paulista de 37 anos será o escritor e autor de novelas Manoel Carlos, o Maneco, na série que fala sobre a vida da apresentadora Hebe Camargo, que será exibida pela TV Globo, além de viver o vilão Ramiro, um namorado abusador de uma das protagonistas em “Aruanas”, série do GloboPlay. Além disso, vai estrelar “Chuva Negra”, seriado do Canal Brasil e Now, e irá atuar, dirigir e escrever o roteiro do filme “Reencontro”, da produtora paulista PopCon e Imagem Filmes.

– Eu gosto desse processo de escrever, dirigir e atuar. Faço isso desde a época de faculdade de Cinema, quando fazia meus curtas. É um caminho desenhei para a minha carreira e gosto bastante de ter esse domínio das várias etapas. É complexo, mas quando você vai para o set com tudo detalhado, aí é só chegar lá e executar. Tenho grandes exemplos a seguir, como por exemplo Selton Mello, Woody Allen, Nanni Moretti, Roberto Benigni, Clint Eastwood, Jodie Foster.

O ator foi escolhido para viver um dos grandes nomes da teledramaturgia brasileira, o autor Manoel Carlos, na série, da TV Globo, sobre a apresentadora Hebe Camargo.

– Fiquei muito feliz em fazer esse personagem. É um grande nome da nossa teledramaturgia, sua vida tem muitos acontecimentos, parece um grande romance. Fiquei muito honrado de ser chamado para o papel. É uma participação bacana, ele ajuda a criar o programa da Hebe e só de estar envolvido em um projeto do Maurício Farias, com a Andréa Beltrão, com os quais já trabalhei em “Tapas e Beijos”, e representar essa figura ímpar , ainda mais pra mim que escrevo, é uma coisa maravilhosa. É muito estimulante.

Em Aruanas, Primot viverá seu primeiro vilão. Ramiro, personagem do ator, é um namorado machista e que persegue a namorada, vivida por Thainá Duarte. Para dar vida a ele, o ator ouviu depoimentos de mulheres que sofreram abuso. Em alguns casos, elas sofriam esses abusos e nem tinham a percepção que estavam passando por isso.

– Meu personagem é completamente apaixonado pela namorada, mas tem uma relação conflituosa com ela. Ele persegue Clara em busca desse amor, mas a sua visão sobre uma relação é machista, ele acha que a mulher é propriedade dele. Este é o tema desse personagem que ajuda a debater e questionar essa cultura machista.

Em “Chuva Negra”, seriado do Canal Brasil e Now, Primot dará vida ao seu primeiro protagonista na TV. O seriado, escrito por ele junto ao Franz Keppler e Carol Rainatto, fala sobre relações familiares.

– São dez episódios que falam sobre relações humanas dentro de uma família onde os pais desaparecem e os irmãos precisam dar conta de tudo, de cuidar uns dos outros. Fala um pouco sobre as novas formações familiares, sobre o que é família. “O que é considerado uma familia de verdade?” “pai, mãe, filhos?” ou família não é só uma relação sanguínea, mas uma relação de carinho e cuidados que se constrói? É um tema bastante pertinente e que atualmente tem sido debatido na sociedade brasileira e no mundo.

Para finalizar, ele assina o roteiro de “O Pai Ó 2”, ao lado da diretora Monique Gardenberg, que está sendo filmado em Salvador, além de dirigir e escrever o roteiro do filme “Reencontro”, da produtora paulista PopCon e Imagem Filmes.

– É um filme sobre quatro amigos nascidos em Capão Redondo, um bairro pobre de São Paulo, e sobre destino de cada um. A grande protagonista é a Laura, que sofre nas mãos da mãe opressora; ela acaba engravidando e fugindo e vai trabalhar em uma oficina clandestina de roupas. Lá ela acaba convivendo com alguns bolivianos que vivem em situação difícil aqui no Brasil, é um filme que tem esse foco social, questionador – finaliza Primot sobre o filme “Reencontro”.