Exclusivo: Conheça a história da novela “Liberdade, Liberdade”

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A próxima novela das onze da Rede Globo levará Liberdade, Liberdade como título definitivo. Trata-se de uma referência ao seu tema de abertura, um samba que também apresentou a novela Lado a Lado. Mas, também trata-se de uma alusão ao comportamento amoral de todos os personagens. O roteiro é assinado pela estreante Márcia Prates, que está adaptando o livro Joaquina – Filha do Tiradentes, de Maria José de Queiroz, para a televisão, embora ela já tenha colaborado na equipe de outros autores-roteiristas na emissora carioca. A direção de núcleo do projeto está sob a responsabilidade de Vinicius Coimbra, que após Lado a Lado, assina a minissérie Ligações Perigosas.

[icon id=”tag”] História da novela Liberdade, Liberdade

A história da próxima novela das 11 gira em torno de Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, que foi um comerciante, dentista, e principalmente militante político, que lutou, como pôde, pela independência do Brasil. Em 1792, Tiradentes, que havia negado a sua participação na inconfidência mineira, tendo ficado preso durante três anos, foi torturado até confessar o seu envolvimento com este movimento, que visava tornar o Brasil independente de Portugal. Mas, apesar dos seus colegas terem sido livrados da condenação, ele acabou sendo enforcado em praça pública no Rio de Janeiro graças à traição do coronel Joaquim Silvério dos Reis. Os seus bens e os seus escravos foram confiscados após a sua morte.

Em 1786, seis anos antes da sua morte, aos 40 anos, Tiradentes (ator não divulgado) teve um romance com Antônia (Zezé Polessa), que, na ocasião, era uma adolescente de apenas 17 anos, mas os dois nunca se casaram. Quando soube que a amada estava grávida, Tiradentes assumiu a criança e chegou a lhe prometer casamento, mas desistiu de subir ao altar após descobrir algo em relação à Antônia que o fez perder a confiança nela. Como acabou sendo preso algum tempo depois do nascimento do bebê, Tiradentes não teve a oportunidade de perdoar Antônia, que, amargurada, abandonou Joaquina (Andreia Horta) em um convento na cidade de Vila Rica, que atualmente se chama Ouro Preto.

Anos depois, Joaquina, que se torna produtora de vinho, é convocada para renovar os seus votos no convento. Após mexer em documentos sigilosos, Joaquina descobre o paradeiro de Antônia e a personalidade idealista de Tiradentes, se rebelando contra as freiras. Por causa da sua ousadia, ela é castigada, mas convence a irmã Lúcia (atriz não divulgada) a deixá-la fugir. Joaquina vaga sem rumo pela Serra da Mantiqueira até ser encontrada por um grupo de artistas itinerantes, que a deixam em Vila Rica e seguem o seu caminho pelo Brasil afora. A filha de Tiradentes passa então a morar dentro do camarim da artista Violante Mônica (atriz não divulgada) e descobre onde Antônia se encontra graças à Maria Dorotéia Seixas (atriz não divulgada), a famosa Marília de Dirceu.

Antônia é encontrada amargurada, doente e miserável, vivendo dentro de uma igreja e sendo cuidada pela escrava Maria de Angola (atriz não divulgada). Joaquina faz de tudo para salvar a vida da mãe, sem revelar ser sua filha, e acaba tendo acesso à informação de que Tiradentes está preso. Quando figuras importantes descobrem que Tiradentes deixou uma ex-amante e uma filha no mundo, as duas são perseguidas por causa de um decreto da Rainha de Portugal e são obrigadas a tramarem fuga para a Bahia, onde são acolhidas na Fazenda dos Tucanos, cujos donos são Emília (atriz não divulgada) e Anacleto (ator não divulgado). Graças ao casal, Joaquina descobre que Tiradentes, na verdade, morreu, diz a verdade para Antônia e fica sabendo que possui direito à uma herança que foi confiscada. Joaquina resolve lutar para conseguir a herança de volta com o apoio da poeta Bárbara Eliodora (atriz não divulgada), mas os advogados cobram uma fortuna pelo caso.

Dez anos depois, Antônia, ainda mais adoentada e padecendo de loucura cada vez mais frequente, implora para morrer em Vila Rica. Na viagem de volta à Minas Gerais junto com a mãe, Joaquina conhece o grande amor da sua vida, o doutor Luís Afonso (Bruno Ferrari), que se formou no exterior, e ainda ganha uma melhor amiga, Elisa (atriz não divulgada), mas abre mão do carinho deles para recuperar as posses de Tiradentes. Luís Afonso lhe promete casamento e uma vida financeiramente confortável, mas Joaquina recusa o pedido e também se recusa a esconder a sua identidade amaldiçoada da sociedade.

Mãe e filha batalham arduamente para praticamente nada: além da vida miserável que passam a ter vendendo doces e artesanatos em Vila Rica, continuam a carregar um fardo: o fato de serem herdeiras de Tiradentes. Apesar da insistência de Antônia para Joaquina se casar com Luís Afonso e mudar de nome, a moça assume a mesma personalidade autodestrutiva da mãe: recusa-se a ser feliz por acreditar que não pode lutar pela sua vida, condenada à uma possível perseguição eterna. Disposto a se vingar de todos os descendentes de Tiradentes até a terceira geração, impedindo que a herança dele seja devolvida, o perverso Rubião (Mateus Solano), filho da cafetina Virgínia (Lilia Cabral), começa a monitorar a vida de Joaquina, os seus planos e as suas amizades. Ele transforma Antônia em sua escrava branca e Joaquina consegue fugir, pedindo exílio para Portugal.